quinta-feira, 23 de abril de 2009

DiaMundialdoLivro

Quando leio um livro viajo no espaço, conheço novos países, novas culturas, novos mundos!...
…Olho com outros olhos, escuto sons melodiosos, saboreio paladares exóticos, delicio-me com o calor dos trópicos ou gelo com o frio dos pólos!... Adoro viajar! Mesmo que seja dentro de um livro!... Obrigada pelas viagens, pelos sonhos, pelas mensagens, por tudo o que nos transmitem.

Agrupamentos de Escolas Verticais- É Preciso acreditar!...

Agrupamentos de Escolas Verticais- É Preciso acreditar!... É sempre com alguma tristeza e perplexidade que oiço dizer horrores dos Agrupamentos de Escolas Verticais. É claro que nenhum projecto pode ter sucesso se as pessoas que o devem concretizar não acreditarem nele. Também nada pode ter êxito quando nos é imposto!... No entanto, não posso deixar de vir em sua defesa, pois acredito com entusiasmo, neste modelo de gestão de Escolas. Para além da minha formação ser das primeiras em que se vinculava este modelo de gestão, o Agrupamento de Escolas de Campelos foi um dos primeiros a ser constituído e não obstante a sua pequena dimensão, a problemática é idêntica a outros maiores. Hoje, penso que já se consegue sentir no espirito da maioria da sua comunidade escolar o verdadeiro sentido de Agrupamento. Acredito neste modelo, não só pelo seu Projecto Educativo comum, mas também porque podemos pôr ao serviço de todos os recursos existentes; podemos enriquecermo-nos uns aos outros pela troca de saberes entre professores com formações diferentes; podemos compreender e sentir os problemas de cada Ciclo de ensino, não imputando assim, sempre as responsabilidades de insucesso ao ciclo anterior; podemos encaminhar precocemente as crianças com necessidades educativas especiais e podemos ainda desenvolver o contacto e o envolvimento cada vez maior com a Comunidade local, no sentido de que todos sintam que a Escola é de todos e para todos... Sem o envolvimento num objectivo comum, sem o entusiasmo e o empenho de todos, desde o Conselho Executivo, passando pelo corpo docente e não docente, mas também pela Associação de Pais, pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal, não seria possível pormos em prática todas actividades inerentes à ligação entre ciclos. Só unindo os esforços, a boa vontade, o entusiasmo e a confiança de todos, se consegue construir um Agrupamento Vertical, na verdadeira acepção da palavra “vertical”. E, não perdendo de vista essa verticalidade defendemos que os nossos alunos deverão poder fazer o máximo de escolaridade dentro do seu meio e preferencialmente dar-lhes a breve trecho algumas soluções profissionalizantes. É pois preciso acreditar!... E, eu acredito!...

Que Escola?...

Sem que nos tenhamos apercebido bem como isto aconteceu, temos vindo a cair num novo paradigma educacional. A família e a sociedade têm vindo a transferir para a escola a formação ética, moral e cívica, que antes era dada pela família e pela igreja. Assim a Escola como instituição tem vindo a confrontar-se com novos desafios. O Professor tem que abandonar a sua tradicional postura de “especialista” e abraçar cada vez mais a atitude generalista numa dimensão socializante. A Escola ganhou uma dimensão social que nunca teve antes. Tem pois que deixar o seu papel de “repetidora de saberes” (tudo igual de pais para filhos) e assumir-se no seu papel de co-criadora de um Mundo em permanente construção. Como ser social, todo o ser humano tem necessidade de pertencer a um grupo e nele se sentir integrado e incluído, para isso é preciso que o grupo tenha regras claras e justas. A própria Escola deverá criar um ambiente propício a que o aluno se sinta parte desse grupo, de modo a que não caia na solidão e no isolamento, tão frequente em nossos dias, e muitas vezes motivador de atitudes desviantes mais ou menos graves. Uma outra vertente será abrir a escola para o mundo, de modo a que esta se associe com organizações não-governamentais, empresas, iniciativas ecológicas e actividades que envolvam os alunos em projectos cívicos dentro e fora da escola. Nesta Escola, o Professor vê-se confrontado com uma carga excessiva, sem contudo ver esta sobrecarga acompanhada de aumento de prestigio, de respeito ou até de recursos. No entanto o seu papel não deixa de ser mais motivador, porque o obriga a ser cada vez mais activo e criativo. A sua posição terá que ser cada vez mais interventiva, nunca pode fingir ignorar ou ficar indiferente face a um problema, mesmo correndo o risco de errar, pois como afirma o Psicólogo Bologna referindo-se à atitude do professor: “claro que há o risco de falar ou fazer alguma coisa errada, mas o erro maior é ficar quieto”.[1] Pior que fazer mal é ignorar o problema ou ignorar o próprio jovem em causa. O Professor precisa desempenhar o seu papel, não temendo discutir e dialogar sobre objectivos e limitações, para mostrar ao aluno o que a escola (e a sociedade) esperam dele. Deverá ressaltar as qualidades do jovem mostrando-lhe que ele pode ter uma liderança positiva, mas não poderá perder de vista a noção do limite - e isso só acontece quando o aluno se apercebe que todos sem excepção têm direitos e deveres a cumprir... Pois, como afirma Bernardo Toro (Filósofo Colombiano): “Precisamos de Cidadãos do Mundo! ... E formar alunos com consciência democrática e internacional é a única maneira de garantir a construção de um Mundo de Justiça e Paz.” [1] BOLOGNA, José , (Psicólogo), autor do livro “ Estação de Desembarque - Referências Existenciais para o Jovem Contemporâneo.